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Substituir “mulher” por “pessoa que menstrua” é uma forma de misoginia moderna que ameaça direitos conquistados

Nos últimos anos, termos como “pessoas que gestam”, “pessoas que menstruam” e até mesmo “corpo hospedeiro” começaram a circular em documentos públicos, campanhas de saúde e debates sociais. O argumento de seus defensores é a inclusão de diferentes identidades de gênero. No entanto, por trás dessa escolha moderna/progressista, esconde-se um movimento perigoso: o apagamento da mulher enquanto sujeito biológico, social e histórico.

A ciência não é neutra: só a mulher engravida

A biologia é clara e categórica: existem apenas dois sexos — masculino e feminino. Somente o sexo feminino possui útero, ovários e a capacidade de menstruar, engravidar e dar à luz. Nenhuma construção social ou identificação de gênero altera essa realidade.

Homens que se identificam como mulheres não têm útero, não menstruam, não podem engravidar e jamais precisarão de um ginecologista. Ao insistir em termos como “pessoas que gestam”, dilui-se a evidência científica e a própria experiência feminina, reduzindo a maternidade a uma função biológica dissociada da mulher.

Mais grave ainda é chamar uma grávida de “corpo hospedeiro”. Essa expressão desumaniza e reduz a mulher a um receptáculo biológico, negando sua dignidade e identidade.

Direitos ameaçados: do banheiro ao esporte

A substituição da palavra “mulher” não é apenas semântica. Ela traz consequências práticas:

•Nos direitos sociais: ao trocar “direitos da mulher” por “direitos das pessoas que gestam”, dilui-se a luta feminina, colocando o feminino como algo descartável.
•   Nos banheiros e espaços exclusivos: a tentativa de eliminar a categoria “feminino” coloca em risco a segurança e a privacidade das mulheres.
•   Nos esportes: ao permitir a participação de homens que se identificam como mulheres em competições femininas, desrespeita-se a biologia e expõe atletas a uma nova forma de violência — a esportiva.

Diferenças físicas entre homens e mulheres: evidências científicas

A ciência mostra que os corpos masculinos e femininos são diferentes em termos de força, resistência e composição corporal:
• Força muscular: homens têm, em média, 40% mais massa muscular do que mulheres (Janssen et al., Journal of Applied Physiology, 2000).
• Capacidade cardiorrespiratória: o VO₂ máximo masculino é, em média, 30% superior ao feminino (Bassett & Howley, Medicine & Science in Sports & Exercise, 2000).
• Densidade óssea: homens apresentam ossos mais densos e resistentes, o que gera vantagem esportiva significativa.

Essas diferenças são a base da divisão entre categorias masculinas e femininas. Permitir que homens compitam contra mulheres não é inclusão: é desigualdade e violência simbólica e física.

O paradoxo da “misoginia inclusiva”

Há um paradoxo difícil de ignorar: muitas que se dizem feministas defendem essas mudanças linguísticas que, na prática, apagam a mulher. O que se apresenta como inclusão pode ser entendido como uma nova forma de misoginia: a negação da mulher como categoria central, substituída por termos neutros que retiram dela suas características únicas.

Conclusão: mulher é mulher

Não se trata de preconceito, mas de ciência, realidade e justiça. O que está em jogo é a preservação do espaço feminino, conquistado com séculos de luta.

Uma mulher não é “pessoa que menstrua”.
Uma mulher não é “pessoa que gesta”.
Uma mulher não é “corpo hospedeiro”.

Mulher é mulher. Ponto.

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